segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

São Francisco

Aposto que está todo mundo por ai fazendo posts de Natal e ano novo né.
Mas eu não. Não ainda!
Tô devendo esse post já tem muito tempo, e como tá cheia de brazuca vindo pra ajudar a cidade a pegar fogo quero que elas saibam bem o que as espera, e que todo mundo que diz que virá me visitar possa ter um gostinho de quero ir.
Pra mim não tem nada que represente melhor SF que a Golden Gate, a primeira vez que passei pela ponte me senti em um Filme americano, mas como não estamos aqui pra escrever guia turistico vamos pular todas as belezas e emoções que esse cenário lindo podem trazer.

São Francisco é a quarta cidade mais populosa dos Estados Unidos, e na boa, deve ser a que menos tem americano. A cidade foi colonizada por espanhõis no Século XIX, e teve uma forte migração chinesa após o terremoto e incêncio que destruiram a cidade em 1906.
Constantemente tenho a impressão que o idioma oficial da cidade é o espanhol seguido pelo chinês, e honestamente, tem horas que isso chega a ser irritante viu, tô na América meu amor, fala english aê!
Mas SF não se limita a dois tipos diferentes de cultura não, aqui você encontra gente de todo lugar do mundo MESMO, é uma cidade altamente cosmopolita, e se você está disposto a fazer amizades internacionais, esse é o lugar.

Outra coisa, aqui tem muito brasileiro, FATO, você sempre os encontrará na Loja da Victória's Secret, se der saudade de ouvir português espera lá dentro uns 5 minutos que passa.
Antes falava que ia evitar brasileiro, impossível, ninguém é tão bom em festejar como nosso povo, então minha dica é, conserve as amizades brasileiras, mas não se esqueça de fazer outras no caminho. Evite as festas no estilo Brazilian Day, as pessoas ficam bizarras nesses lugares, o goiano vira sertanejo de raiz, todo mundo descobre que amaa forró risca faca, a música é barulho, tudo fica emporcalhado, CAOS! Evitem! A única coisa boa de ir nesses lugares é a comida.

Ah! A comida, vou confessar que até hoje não consigo com essa falta de tempero em comida de americano, e nem com essa mistureba de doce com salgado que eles amam, e sério, vocês não vão me ver tomando leite no almoço e no jantar.
Eu encontro uma certa dificuldade em cozinhar comidinha a moda brasileira aqui (mas sempre fui péssima na cozinha mesmo), mas o que mais tenho dificuldade é em achar arroz que fique soltinho e mandioca (nunca achei). Já fiz algumas coisas aqui em casa, mas por mais que me digam que é uma delícia, é muito diferente, sei que minha host não pedirá bis, nossa comida é muito "rica" pra eles.
De qualquer forma se a saudade bater, tem restaurante brasileiro a preços bem razoáveis, $20 em média, também tem mercado com produtos brasileiros e churrascaria, e em último caso, você pode se render a comida mexicana que como os mexicanos estão em toda esquina.
Diferença importante a se aprender desde já. Existe São Francisco, cidade, que é centro e tem de tudo, e existem as cidades ao redor, que são consideradas SF, mas você precisará de carro pra ir buscar o jornal. SE você estiver dentro de SF, tudo é fácil, taxi nunca é (tão) caro, tem ônibus 24 horas por dia, metrô, BART (um trem elétrico), bonde, tudo que facilita sua vida.
Dica preciosa, se você vier morar ou mesmo passear, faça o cartão do MUNI (serviço de transporte de SF), a recarga mínima é de $10 e você economiza.
Dica 2: Sempre que você paga ônibus ou bonde você recebe um papel que te dará o direito de rodar por 3 horas sem ter que pagar novamente. Sevocê usar o cartão acho que isso também vale pro metrô ou pra trocar de um tipo de transporte pro outro.

Lugar pra se fazer compras: Downtown! Lá tem Macy's, Nordstroon, Forever 21, Saks, Victoria's, Shepora e por ai vai, é por lá também que fica boa parte dos clubes e bares.
Lugares que frequento e recomendo:
. Jhonny Folley's: É um piano bar e melhor começo de noite, sempre lotado e com boa música, maioria dos frequentadores são de outros lugares, a parte de cima do lugar é um bar bem bacana onde rola bandas ao vivo e os fãs de esporte vão assistir jogos, geralmente baseball ou luta.
Bom pra paquerar!!!
. Ruby Sky: Maior night club da cidade, geralmente cobra $20 a entrada, mas tem como entrar de graça com nome na lista. Acho o lugar grande, bonito, mas geralmente só dá asiático, tem lugares mais divertidos.
Bom pra ir em grupos grandes e dançar, de preferência levando seu paquera do piano.
. Slide: Quem não conseguiu entrar na Ruby Sky vai lá, é do lado, mas honestamente, prefiro, galera bem mais bonita, entrada sempre é de graça, tem um escorregador pra entrar na boate, não é grande, mas super animado (se você for na quarta ou sábado, esqueça os outros dias).
Bom pra paquerar e dançar
. Vessel: Lugar mais classy, geralmente também abre lista pra entrar de graça até as 11 pm, bom DJ, lugar legal mas não tão grande, tem mais americano que nas outras boates, uma galera um pouco mais velha.
Bom pra dançar.
. The Parlor: Não fica em downtown, mas é um ótimo lugar pra ir as sextas-feiras, SIM, você encontrará muito asiático e indiano, e muito pirralho tb com fake ID (identidade falsificada), mas é o lugar mais cheio e divertido, espaçoso, mas sempre lotado, abre lista até as 11 pm.
Bom pra paquerar, se você dançar vai esbarrar em alguém.

Nossa, podia fazer isso o dia todo, devem estar pensando que sou maior cachaçeira né. Queria mesmo, mas aqui você aprenderá o valor de uma ressaca. CARO! Cerveja é sempre uma média de $6 o copo então ficar bêbada com salário de Au Pair nem rola.

Eu sou maior murrinha, sou mesmo, então uma ótima opção pra mim é esse site:
Sempre dá ótimas opções de lugares free ou quase free pra se divertir.

Nunca se esqueça do seu casaco.
Prepare-se para se apaixonar, gente linda sempre (muitos gays, mas ainda lindos).
Aprenda suas linhas de ônibus.
Não tenha curfew!!!

Por enquanto é tudo porque não vou passar o dia OFF na frente do computador.
Beijos,
May.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Washington DC

Alguém ai já se sentiu realizando um sonho sem ao menos saber que aquilo era um sonho?
Me sinto assim aqui constantemente

Antes de chegar nunca tive vontade de sequer passar perto de USA, pensava: -malditos porcos arrogantes! Nunca me terão como turista. Pois é, quase posso escutar o Tio Sam dizendo: -Engula suas palavras brazuca preconceituosa, aqui tem muito pra se ver.
Sem brincadeira, até mesmo cidade que só tem mato aqui me encanta, a vegetação diferente, o colorido das folhas, o jeito de se vestir e comportamento das pessoas, me sinto tão em casa e ao mesmo tempo uma pessoa de outro mundo.
Mas acho que o que melhor traduziu até hoje pra mim essa sensação de viver um sonho foi conhecer Washington DC, ou DC, pros íntimos.

Brasiliense nascida e apaixonada pela minha candanguiçe sempre senti que de certa forma morava numa cidade que era um centro de poder, e isso por só já era muito, por isso não precisávamos de pontos turísticos ou atividades, ir à Brasília por só já deveria ser patriótico .

Olha...
Como precisámos aprender, pensei vou ver Washington (que teoricamente centraliza o maior poder do mundo) pra tirar foto na Casa Branca e em alguns memoriais e vai ser tudo o que se tem pra fazer. Nananinanão!
A cidade é repleta de história, museus, arte, atividades, lugares lindos, facilidade de transporte incrível, e a Casa Branca... não é isso tudo, pequenininha, Obama mora mal viu (tinha que ter algum defeito , rs
Vou começar pelo Smithsonian Museum, o maior Museu do mundo, um complexo com 19 museus, incluindo um Zoo (com pandas Gigantes), visitar qualquer museu do Smithsonian não pode jamais ser chamado de programa chato, eles fazem de tudo super interativo, com planetários, replicas em tamanho real de naves espaciais, esqueletos de Dinossauros gigantes e por ai vai...
Quer saber o melhor? Todos ficam lado a lado em um quarteirão gigante (aliás, tudo é perto em DC);
Quer saber o melhor do melhor? Tudo de graça. Isso mesmo, DE GRAÇA.
Não é promoção não, nem coisa de um dia, poucas coisas em DC são pagas, a grande maioria das atrações é aberta ao público diariamente e é grátis. Pensa na inveja que fiquei, como queria que Brasília fosse assim hein. E eles não se limitam a isso, também dão visitas guiadas gratuitas dentro dos lugares, o máximo que pedem, é pra quem quiser ajudar, deixar o quanto puder numa caixa na saída, geralmente a galera deixa $1, quando deixa.

Vamos combinar: Muita vontade de conhecer a cidade + um monte de atração gratuíta + companhia super divertidas = Viagem perfeita a baixo custo.

Pra quem se interessar em conhecer a cidade, recomendo muito e deixo as dicas:
. Em DC tudo fica ao redor do Monumento, portanto a não ser que tenha preguiça de andar você gastará muito pouco ou nada com transporte.
. Você terá muito, mas muito mesmo pra ver e no final vai parecer que nunca terá tempo de ver tudo, portanto planeje suas prioridades e pesquise com antecedência se os lugares que deseja visitar precisam de reserva, a Casa Branca por exemplo, só aceita visitantes com reservas de 6 meses de antecendência (visita interna guiada), eu queria muito ver a Biblioteca do Congresso por dentro e me dei mal :(
. Smithsonian Museums, recomendo muito:
-o Museu do ar e Espaço, que é incrível pra crianças e adultos, se dê um tempo pra realmente ver tudo e tirar muitas fotos, se possível, também pague pelo cinema de lá, baratinho, e se dê ao prazer de ver estrelas de pertinho ou fazer uma simulação de voô;
-Museu de Arte Natural, é INCRÍVEL, é onde você verá dinossauros, réplicas de homem das cavernas, e mais um bocado de coisa legal, eles tem sala sobre vida marinha com baleias gigantes, sobre mamíferos, repteis... E até quem matou todas as aulas de biologia e não sabe a diferença entre vertebrado e invertebrado vai amar.
. Leve sua câmera e SIM tire muitas fotos, diferente da maioria dos locais históricos e museus em DC você pode fotografar em quase todos os lugares, nos poucos que não terão um aviso.
. Coma na antiga sede do correio, fica pertinho de tudo isso, e hoje em dia é um shopping por dentro, só com coisas pra turista, lá você vai achar pizza, cachorro quente, torta, sorvete, tudo bem baratinho ;)
. Escolha um hotel perto dessa área: Capitol ou Monumento, pois assim você não terá que andar muito ou pagar transporte, fiquei no Holliday Inn, graças a linda da Poliana que pesquisou tudo pra gente e achou esse hotel que é perto de tudo, atrás do Museu do ar e espaço e pertinho do Capitólio, dividimos o quarto por 4 e saiu mais barato (e confortável) que hostel :D
. E falando na Poliana, lembrei o mais importante, escolha pessoas que tenham o mesmo ritmo que você e que também estejam interessadas em aproveitar, só conhecia a Poli, mas a francesa amiga dela era o máximo (o povo legal), ela me ensinou um monte de palavrão em francês, e em homenagem a Emy, que só sabe falar em português foda, caralho, eu replico com: -Putem!!! kkkk.


É incrível a estrutura turística que os americanos montam pras cidades aqui, e que parece tão natural, todo lugar tem uma lojinha onde você pode comprar um agasalho com o nome da cidade, e acredite, se você não se contiver, volta pro Brasil com uns 500 I S2 cada canto que já fui.


Meu gasto do fim de semana lindo foi:

$40 hotel
$43 trem (Amtrak, super rápido e de manhã cedinho e tarde da noite é mais barato)
$52 restaurante (francês por conta da Francesa, mas ganhamos altos drinks de graça do Chef)
$15 uma bolsa :p
$30 refeições, transporte e supérfulos
___
$180 :O


Tive a sorte de ter uma hosta super easygoing, que me liberou o fim de semana inteiro no meio de uma viagem de trabalho porque ela sabia que eu gosto de política e que queria muito conhecer DC. Portanto, minha passagem de avião foi de graça, e ainda tive o prazer de conhecer Baltimore, e pelo menos a parte que fiquei é uma graça, sem falar que fui muito bem tratada, tanto pelos colegas de trabalho dela, que faziam questão de me ajudar sempre que podiam, me convidar pros jantares e até pagaram um quarto individual no hotel pra mim.
Depois do lance de trabalho dela fomos para a casa dos primos dela, que foram super atenciosos, serviram de motorista pra mim, e gente, que casa chique era a deles viu, não me vejo morando em Suburb, mas poutz!!! Tinha até veado no quintal. E não é igual os que tem no meu quintal não, era da família do Bambi, dois grandes e o filhote, começei a apontar e falar, o Bambi, o Bambi, pensa o mico. kkkkkkkk
Mas eles entenderam minha excitação. :)


Por fim, tenho que contar pro mundo que conheci a linda da Laris, goianinha que queria tanto te conhecer desde que iniciei esse processo, e feliz até hoje que ela me deu um abraço do tamanho do mundo quando me viu. Não vejo a hora de vê-la de novo!


É isso, sem dramas mexicanos por hoje, que se não o post fica gigante e ainda quero postar foto ;)

Beijocas**

May



Laris.


Poli, Giovana, Euu, Emy e Jerome.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Todo mundo espera alguma coisa, de um sábado a noite... or...

Desde o ínicio comemorar aniversário aqui era uma coisa que me empolgava muito, apesar de meus aniversários terem um histórico de fracasso pois não curto esse lance de ser a anfitriã. Por isso decidi tentar não me empolgar demais aqui, mas decidir é uma coisa, e botar em prática é outra.
A princípio minha idéia era ir pra Vegas ou Los Angeles, mas como só poderia passar 2 dias preferi não gastar dinheiro com isso, então na semana anterior resolvi pegar uma balada de véspera e fazer um programinha light na data, chamei as pessoas que já se tornaram especiais para mim (sim, elas existem), e algumas que só conhecia superficialmente, mas com quem me identifiquei de cara.
Poucas horas antes da balada decidi ir comprar um vestido pra passar o tempo e ver se mantinha meu animo. Saí, bati perna, bati papo e a noite...

A noite me arrumei linda! Tão linda que até eu acreditei que era linda. Tudo culpa do vestido que comprei que é um arraso! Tinha combinado com minhas amigas que as encontraria na casa de um colega pra beber antes de entrar, mas acabei indo direto pra boate, pq já estava tarde e tinha gente me esperando na porta, mas acabou tudo sendo um desencontro danado que me rendeu 1 hora rodando de um lado pro outro e uma cara de pamonha antes de entrar no lugar.
Quando entrei estava legal, bem animado, mas daí começou minha zica tradicional de escorpiana. Na hora que minhas amigas chegaram, menos de meia hora depois de mim, os seguranças começaram a barrar entrada de todo mundo, as primeiras a chegar conseguiram entrar, mas depois, duas meninas muito queridas pra mim ficaram de fora, e isso me deixou super triste, triste ao ponto de ir chorar no banheiro. De chorar não porque eles foram barrados, tinha mais gente comigo, mas de me sentir deslocada, sem ninguém que realmente me conhecia ao meu redor, chorei de carência, chorei querendo atenção, chorei por chorar.
Não quero que interpretem que minha noite foi uma merda, não foi, teve seus altos e baixos, só. Não era o que eu esperava, apesar de eu não estar esperando muito.

Ainda assim, fiquei muito feliz pelas pessoas que apareceram e pelo carinho que eles demostraram por mim, pessoas que 1 ou 2 vezes ou que só conheço de facebook, mas que ouviram falar que era meu aniversário e foram lá, pra me parabenizar e me fazer sentir querida.
Quando a balada acabou 2 da manhã (odeio esse horário) resolvemos ir pra casa de um brazuca que mora lá na PQP tomar umas vodkas, foi legal, mas não foi legaaaaaaaaaal, todo mundo meio parado, minha amiga, que tinha sido barrada foi e tava mega bêbada dizendo que tinha perdido o passaporte e que ia ser deportada. Enfim... A noite foi isso!

Cheguei em casa umas 4 da manhã e às 8 "acordei" pra falar com minha família no skype, conversamos um pouco e fiquei orgulhosa pq não me bateu desespero. Claro que queria o abraço deles pessoalmente, mas não foi uma coisa de olha como sofrendo sem vocês. Dormi mais 1 hora depois fui tomar banho e me arrumar pra ir almoçar com minhas amigas e minha host family. Foi muito bom apresentar minha HM pras pessoas, mostrar meus babies, ficar falando bobagem, às vezes em português mas todo mundo tentando se manter no inglês.
O lugar que escolhi é uma graça, Café Floré, fica a 3 quadras de onde moro e como diz uma das meninas, é a cara da riqueza. :p
Mas esperamos uma penca pra sermos atendidos e ficamos apertados numa mesinha minúscula. Valeu porque consegui apresentar "quase" todo mundo pra minha host mom que queria muito conhecer minhas amigas, e me senti bem querida. Quando acabamos fui pra praia de Crissifield, só eu e o russo (sugestão da minha hosta) e foi ótimo, nunca tinha ido nessa, é lindo lá! Tem uma vista linda da ponte e da ilha de Alcatraz, o clima estava perfeito com um solzão digno de Rio de Janeiro.
Mas passei o dia meio introspectiva, calada, não estava pra curtição. Nem beber bebi.
De presente ganhei o vestido e as passagens pro ano novo em Vegas de mim mesma;
Uma caixa de som pro laptop da minha hosta;
Uma bolsa do russo (kkkkk, até ele já sacou que só ando com uma bolsa);
E uma caixa de ferrero rocher da francesa, que pow, achei muito fofo, foi um presente super simples mas que me emocionou demais!

I also wanna write a tiny bit in english just to express for my friends brazilian or not how especial was have you there and receive your messages. Thanks for my host mom for be worried about this day becomes especial for me and always try to make me feel part of the family.And especially thanks for this guy, for your attention, for stay by my side and for spend a whole night listening everybody talking in portuguese even you don't understood nothing, thanks for worry about me and if I was having fun. Thanks for waste your fun trying to solve the problems and for change your agenda and lose important things for you. Thanks for respect my silence and for listen me when I need, even I didn't talk a lot.
Despite my deception with you discovering that you're republican. I just wanna that you know how special you're becoming to me and how much I appreciate everything that you do for me.

Agora é se acostumar a não ter mais 21, minha idade preferida. E começar a pensar o que um ano a mais implica na minha vida. Lembro que há 3 anos atrás quando fiz 19 fiquei muito deprê porque nada que planejei tinha dado certo, hoje com 22, tenho planejado muito menos e tenho tanto a agradecer. Estar aqui por só é uma dádiva, não bastasse pelas pessoas que conheço, os lugares que visito ou as coisas que vivo, minha maior benção aqui e aprender a ser humilde e dar valor aos detalhes, é poder refletir e me conheçer de uma forma tão profunda que às vezes amedronta. É sentir saudade e nostalgia mas ao mesmo tempo uma ânsia voraz por coisas novas, por ampliar meu horizonte.

Seguem as fotinhas:





Beijo e xero!
May*



Acho que esse texto tem tudo a ver com o que busco aqui e com o que quero para mim mesmo, hoje e sempre:


Desejo


Desejo primeiro, que você ame,

e que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer

e esquecendo não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

mas se for, saiba ser sem desesperar.



Desejo também que tenha amigos,

que mesmo maus e inconseqüentes,

sejam corajosos e fiéis,

e que em pelo menos num deles

você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

desejo ainda que você tenha inimigos;

Nem muitos, nem poucos,

mas na medida exata para que, algumas vezes,

você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

para que você não se sinta demasiado seguro.



Desejo depois que você seja útil,

mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

quando não restar mais nada,

essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.



Desejo ainda que você seja tolerante;

não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

mas com os que erram muito e irremediavelmente,

e que fazendo bom uso dessa tolerância,

você sirva de exemplo aos outros.



Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,

e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

e que sendo velho não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.



Desejo por sinal que você seja triste;

não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

que o riso diário é bom;

o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.



Desejo que você descubra,

com o máximo de urgência,

acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,

injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.



Desejo ainda que você afague um gato,

alimente um cuco e ouça o joão-de-barro

erguer triunfante o seu canto matinal;

porque assim, você se sentirá bem por nada.



Desejo também que você plante uma semente,

por mais minúscula que seja,

e acompanhe o seu crescimento,

para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.



Desejo outrossim, que você tenha dinheiro,

porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por

coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu",

só para que fique bem claro quem é o dono de quem.



Desejo também que nenhum dos seus afetos morra,

por ele e por você,

mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.



Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher,

e que sendo uma mulher, tenha um bom homem

e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,

e quando estiverem exaustos e sorridentes,

ainda haja amor para recomeçar.



E se tudo isso acontecer,

não tenho nada mais a te desejar.




Vitor Hugo, adaptado por Vinícius de Moraes.

sábado, 22 de outubro de 2011

A terra tremeu!!!

Gente, a terra tremeu, a TV tremeu, a lâmpada tremeu!!!
Enfim, vocês entenderam né: Tremeu!
2 vezes!!! No mesmo dia!

Xeu contar:

Tava dando mamadeira pros bebês no sofá daí escutei um barulhão e depois tudo começou a se mexer (durou menos de um minuto), na hora pensei. Puta que pariu, um caminhão bateu na garagem!

A sensação foi exatamente essa, sabe quando um caminhão passa na rua e treme as coisas dentro de casa (na minha casa às vezes treme), foi isso, mas com o barulho parecia batida, sei lá.
Daí fui na janela e não vi caminhão, pensei: -Sobrevivi ao meu primeiro terremoto! E abri um sorrisão, fiquei maior feliz, empolgada. :)
É, eu sou uma estranha!

Passou um tempo, esqueci, daí a noite, aconteceu de novo, mesma duração mas dessa vez mais forte, e fiquei com medo dessa vez, quase acordei os babies e fui pra debaixo da mesa, minha hosta me mandou mensagem falando pra eu me acalmar que era só aftershock, que eu não precisava me preocupar, e que se eu precisasse ela voltava pra casa ou pedia pro vizinho descer e ficar comigo, mas fui uma menina grandinha e falei que tudo bem, que eu conseguia lidar com isso, e ela podia ficar tranquila lá no jantar dela.

O problema é que eles dizem que quando pequenos terremotos ocorrem em curtos intervalos de tempo corre-se o risco de um maior acontecer. Ai que medinha! Todo mundo no facebook só falava disso, as meninas começaram a me mandar mensagem perguntando se eu tinha sentido, americano nem se coçando e brasileiro tudo com medo.
Quando minha hosta voltou do jantar o assunto foi terremoto, incêndio, ataque terrorista e plano de evacuação. Oiii, Alguém falou da minha passagem de volta pro Brasil aiii. :p

Zueira! Calma mãe que eu tô tranquila, tirando o homem que anda pelado só com tenis na rua eu tô na paz!
Queria só comentar que isso aconteceu dia 20 de outubro. Mesmo dia que o Harold Camping falou que o mundo ia acabar (ele vive falando isso), nem acreditei nele mesmo, mas foi uma coincidência engraçada né. :)

Meninas e meninos, queria deixar registrado também que entrei pra academia. Sim! Pela primeira vez na vida, e até descobri que não vou malhar lá. Rs

*Dica da May: Espalhado pelos USA tem essa rede de academias, Gold Gym, quando cheguei fui lá pra ver o preço do Membership, cartão que te dá direito a malhar e fazer aulas e estava $100 por mês. Claro que não fiz né, mas peguei uma semana de teste (que nem fui) e deixei quieto. Eles me ligaram aqui na quarta dizendo que estavam com um dia promocional e que se eu fosse lá (durante esse dia) o membership sairia por $35.

Sente só: De $100 por $35.

Então se você menina bonita que está se matando de comer cookies e porcaria do Wallgreens quer malhar, mas está achando caro, fecha a boca um tico espera um pouquinho porque é prática de quase todo lugar fazer esses dias especiais.

Como eu não gosto (e não sei) malhar vou fazer só as aulas lá. Já começei Yoga!!!! :O
E agora quero começar Kick Boxing ou Bood Pump e Samba. Sim! Eles tem samba toda quarta, legal né. Vou pedir o horário pra minha hosta e ver se consigo ir quando voltar de Baltimore.

E hoje tem... Birthday Paty!!
Não tava querendo me empolgar, mas já era, empolguei!
Espero ter muita coisa legal e muita foto bacana pra postar, provavelmente com vestido made in Brazil já que estou lisa!

XoXo ;)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Depois da Tempestade sempre vem a calmaria...

Desculpa ter passado um tempo sem escrever gente, mas depois do que rolou no post anterior e de dois dias super mal decidi mudar o roteiro e não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito!!!
Porque a felicidade não é apenas um estado de espírito, mas também uma escolha, e decidi me dar essa chance, pois afinal, esse ano está voando, e ficar de mimimi chorando pelos cantos não é o que quero levar de lembrança quando as cortinas descerem. Agora estou trabalhando pra manter minha alegria e bom humor todo dia.

"É melhor ser alegre que ser triste, alegria é melhor coisa que existe, alegria faz bem ao coração!" (Minha hosta ama essa música)

Agora parando com a filosofia de buteco (porque aqui nem tem buteco mesmo), fiquei o sábado todo bem mal, mas ai no domingo acordei e decidi que ficar em casa chorando não era a solução.

Fui então pra Fleet Week, uma mostra militar que acontece aqui anualmente e tem apresentação dos Blue Angels (quem assistiu Top Gun sabe o que é), tem navios de guerra, porta-aviões, palestras das forças armadas, e mais um monte de atraçoes. A apresentação mesmo foi decepcionante porque acabou rapidinho (prefiro a esquadrilha da fumaça), mas andar na cidade num dia de sol, vendo a baía e esses prédios lindos, cheio de gente sorridente na rua, de marinheiros lindos nos uniformes azuis da rua (ops :p). Nossa, como isso fez meu humor voltar!
Fui pra lá com a francesa, a gente rodou SF o dia todo, tiramos toneladas de fotos, comemos sorvete, falamos besteira, falamos coisas sérias, e o mais legal: Assistimos o show "Dos Bigodes", The Mustache Band! Virei fã #1, os caras usam uns bigodões e se vestem tipo o Village People, e tocam de tudo, sem contar que o show foi em frente ao Hard Rock da Fisherman's Wharf, que é um dos lugares mais legais de se andar aqui em San Francisco. Ai eles distribuíam uns bigodes falsos, quando chegou na metade do show tinha uma galera de bigode, muito engraçado.


Queria acrescentar que encontrei lá a Lú, minha prima e assídua leitora do blog, mas ela pode ficar chateada com a comparação, então vou só dizer que Foquinha, toda vez que vejo foca lembro de você. kkkkk
Te amo!!! S2
A Fleet Week foi na Embarcadero, uma avenida linda de frente pro "mar" que tem vários piers, o Pier 39 é um dos mais legais, com lojas lindas, tudo bem colorido, bem turístico, lá tem esse lugar onde as focas vão descansar, fica cheio delas e é muito legal de ver (os primeiros 5 minutos).

Fui pra casa e mal cheguei recebi mensagem do cara que tô saindo, me chamando pra jantar, fui e nossa! Ele foi super fofo, perguntando se estava tudo bem comigo, por que eu tava triste, todo preocupado. Eu expliquei que estava com saudades da minha família e me sentia frustrada porque meu inglês não estava bom ainda, e não aguentava mais falar de fralda, tinha saudade de um trabalho mais substancial, daí ele me jogou essa: -Mas May, você só está aqui há 2 meses e é muito determinada, o seu inglês está cada dia melhor. Eu sinto que você é uma menina muito inteligente, e às vezes, por causa da sua dificuldade com o inglês não consegue expressar isso, mas dá pra sentir que você é muito inteligente (ô vontade de apertar!), daí ficamos até tarde falando das nossas vidas, eu falando do meu sonho de trabalhar com DH ou ser diplomata.
Enfim... Domingo perfeito!!! E olha que eu estava desempolgando dele (afinal meu prazo de validade pra relacionamento é 1 mês né, teoricamente o nosso venceu), tava achando que estava ficando chato, que faltava papo. Mas estamos ai, e tomara que continuemos! :)

Segundona de manhã, deu-se a merda: Um ladrão roubou todo meu dinheiro e deixou um monte de roupa no lugar! :p
kkkkkkkkkkkkkkkk
Tava muito sem roupa e precisando urgente fazer compras (mão de vaquisse só adiando isso), dai minha hosta se ofereceu pra me levar até o Outlet de Vacaville. Gente, o que é aquilo! :O Lol!
Mais de 200 lojas, incluíndo: Gucci, Calvin Klein e todas essas marcas que fazem qualquer mulher liberar a perua dentro de sí! Não comprei meu Gucci (Ainda), mas gastei $100 numa loja por:
. 2 Calças (De $50 por $20 cada);
. 2 Shorts (De $20 por $5 cada);
. 4 Blusas (De $30 por $10 cada)e
. 1 Bolsa (De $50 por $12)
Detalhe que ainda ganhei um vale compra de $20 de volta! :)
#tábaratopracaramba

Loja da Converse:
. Dois All Star (um roxo e um preto) por $50. Ainda terei um de cada cor!!!

Queria comprar mais um mundo de coisa lá, pena que não deu tempo, pois estávamos com os babies. O tempo voa quando a gente se diverte! Mas vou lá de novo, Ah se vou!
O problema é que agora que aprendi a comprar não quero mais parar. Tô semlimites.com

Durante a semana aqui em SF continuei com a comprança. Incluindo minha bota finalmente! :)
E com a farriçe também, na quarta fui no cinema com a francesa e uma brazuca bacana que conheci e depois fomos pro piano bar, na quinta saí com o gatinho e pegamos uma balada de leve e na sexta decidi de última hora pegar uma balada, nada de leve, com as meninas, e genteee, como tinha homem lindo naquele lugar, como eu me diverti, como eu dancei, como eu rí.
Fica a dica: Se vier pra San Francisco, vá ao The Parlor! Fiquei puta que tive que pagar $20 pra entrar porque cheguei 2 minutos depois do horário, mas poxa!!! Como valeu a pena, curti muito, e me senti a Miss Brasil, altos caras LINDOS me querendo.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
Fato do dia: Se você dá pro gasto no Brasil, você será Gorgeous nos EUA!!!

Mas fiquei só na paquera mesmo porque estou feliz com quem está ao meu lado! :)
(Olha que meiga), mas se o indiano gato maravilhoso de quase 2 metros tivesse insistido aií seria outra história (Rs, zuei, mas pensa num indiano lindooo).

Falando em indiano, Graças a Deus o mexicano saiu do meu pé, acho que ele entendeu que só fui simpática, não tava dando moral pra ele.
Fato do dia #2: Nos Sazunidos dar telefone = namoro, os caras ficam muito no seu pé.

E assim termino meu longo post que só faz fofoca da minha vida e não tem nada de útil pra se aproveitar, mas é que quero guardar essa semana na memória (do computador, já que a minha não guarda nada), pra poder ver que saudade, insegurança, medo e frustração são obstáculos fáceis de superar quando se tem um pensamento positivo e disposição pra ser feliz!

Fiquem agora com fotinhas da semana linda:

Piano Bar! Super legal lá, a galera não fica
sentada assim não, é super divertido porque
é um desafio de pianistas e eles tocam de tudo!

Matrix, nem tava tão bom, mas depois
fizemos tour de bares na Marina, Show!

Gente, esse cara é lindo!
Alguém pede pra ele casar comigo.

Loja da Disney!

Minhas compras na Loja da Disney :D

P.S.: Comi no Restaurante brasileiro! Quem diria que sentiria saudade de arroz e feijão neh, chega deu vontade de chorar quando provei, tão bom!

P.S2: Preparativos pro aniversário estão a todo vapor (vapor de chaleira com 2 dedos de água), rs, mas vou fazer alguma coisa sim, e espero que seja algo da qual possa me lembrar com carinho.

Pra todo mundo que me desejou ~~~~~~~ondinhas de amor e boas vibrações~~~~~~~. Obrigada e até a próxima TPM!

domingo, 9 de outubro de 2011

Aquela de feeling bad :(

Dormi a noite passada chorando, e passei boa parte da minha tarde hoje do mesmo jeito.

Não tô querendo ficar de mimimi,
Na verdade hoje até estava legal, daí fui pro skype, e quando conversei com minha sobrinha. Nossa! Já tô chorando de novo só de lembrar.

Vai parecer bobagem, mas olha só que dó, minha irmã me disse que ela ficou contando os dias que eu não entrei na internet, e, caralho! Foram 21 dias! Ela passou um dia inteiro na internet esperando pra ver se eu entrava no Skype.
Tô me sentindo altamente escrota, sei que as últimas duas semanas foram complicadas, trabalhei pacas, mas porra, tô me sentindo muito mal.
Quando minha irmã disse que ela chorou de saudades, Nossa! Isso doeu, isso me faz ter vontade de voltar só pra abraçar ela pedir desculpas e dizer que eu amo ela, pra ela me perdoar por favor.

Até então me senti mal mas não tinha chorado ainda, foi quando caiu minha conexão e só depois de tudo isso notei essa mensagem, de quase 1 semana atrás:
tiiiiiiiiiiia liga pra mim
tia sinto tantas saudades,
me liga

Ai sim! Foi a hora que eu chorei de soluçar sozinha aqui.
Como eu me sinto com isso: Loser Master!
Ia sair hoje, desisti, estou acabada, cara inchada de choro e querendo estar em casa, MINHA CASA.
Estou me sentindo a pessoa mais egoísta e escrota desse mundo por não estar dando atenção pros meus pequenos.
E quer o final fatal: Ela me diz assim: -Não se preocupa não tia, eu sempre falo pra Sophia (minha sobrinha de 2 meses) que você é a melhor tia do mundo, e que quando você voltar ela vai ver.
Aiiiiiiiii, tô com meu coração partido e pisoteado.

Loser, Loser, Loser!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Discutindo a relação

Quando cheguei aqui uma das coisas que combinei com minha host mom foi:
Não levaremos assunto algum à LCC antes de conversarmos: -se você tiver qualquer problema, fale comigo e vice-versa.
Combinamos também fazer meetings mensais para ver como tudo está saindo.
O primeiro foi simplesmente a coisa mais fofa do mundo, fiquei super assustada e acuada, mas a verdade é que não tinha nada para reclamar, fazer o que se dei uma puta sorte. Mas estava com medo de ouvir reclamações, porque tento ao máximo fazer meu trabalho direitinho, e ficaria muito desapontada em não ser reconhecida... Mas não rolou disso não, pelo contrário, parecia até que ela tinha lido o que escrevi, falando de como tinha sorte e que se achava a pessoa mais sortuda, porque eu sou muito carinhosa, responsável, uma ótima companhia (Enfim, tudo o que também acho dela).

Já se passaram umas 2 semanas desde isso tudo, e o que complicou foi que minhas horas deram uma extrapolada, e tô me sentindo bem cansada, eu gosto da minha host family mas não quero passar 24 horas por dia com eles né.
Eu fiquei meio chateadinha com isso, e ponderei durante uma semana sobre a melhor forma de evitar que isso aconteça de novo, fiz o que: pedi hora extra! Isso mesmo, hoje na hora do jantar discutindo a schedule falei morrendo de vergonha que não precisava contar o que já havia passado, mas que se possível eu preferiria que daqui em diante as horas extras fossem pagas em dinheiro.
Se minha hosta gostou, acho que não, mas certeza que deu pra ela sacar o ponto principal, que é: Não me importo de trabalhar mais que as 45 horas semanais se ganhar por isso, mas não quero que isso se torne uma obrigação.
Enfim, tô sentindo que nossa relação tá se desgastando (papo de namoro né, rs) mas é isso, depois de 2 meses aqui tem horas que mesmo querendo ficar em casa não quero papo, só quero meu cantinho e pensar nas minhas coisas ou em nada, deixei claro isso também, falando que às vezes sinto necessidade de ficar no meu quarto só, e que não gostaria que ela achasse que estou com homesickness ou triste, estou só tirando um tempo pra mim.

No fim das contas acho que ela entendeu tudo, e que eu evitei futuros desentendimentos, nada como expressar o que você está sentindo, melhor que isso só ouvir uma resposta que agrade.

Tem gente que vem pra cá pensando em fazer fortuna, na boa, se essa é sua idéia do programa de Au Pair, muda o foco, eu acho que não volto pro Brasil com dinheiro, e não faço questão nenhuma de trabalhar mais que as 45 horas. Aqui eu vou aprendendo cada dia mais a dar valor ao tempo, porque se 1 hora pra algumas equivale a uma nova blusa da Hollister, pra mim 1 hora é ler um livro no parque, assistir um filme, conheçer gente nova, olhar a cidade... Isso eu acho que dura muito mais!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Certezas

Sempre tive certeza de tudo na vida, e ao mesmo tempo nunca fui totalmente focada em nada, acho que por isso o destino resolveu ser meu guia, e eu, por acomodação ou medo (nunca sei) o deixei tomar às rédeas do meu caminho e apenas enfrento o que ele coloca a minha frente, na maioria das vezes gosto das escolhas que o destino faz, apesar de só recentemente ter aprendido a parar de praguejar sobre elas e conseguir ver, ou procurar o lado bom das coisas.

É difícil explicar, sou um constante incostante e me atiro de cabeça em tudo que me apaixona, mas ao mesmo tempo sou cheia dessas inseguranças e incertezas que me fazem reprimir essas paixões.

Foi assim com meu primeiro grande amor, que depois de conquistado descobriu-se menor e menos eterno do que imaginava, mas no qual ainda assim persistí.
Foi assim com o teatro, que talvez por ter sido uma desistência continua a ser minha paixão (mas da qual desistí).
Foi assim com minha profissão, que mais me escolheu do que foi escolhida.
Eu tive um dia a certeza de que queria ver o mundo (acho que desde sempre quis isso), e estudar algo com a palavra INTERNACIONAL me pareceu perfeito.
Amei intensamente aprender tudo (ou quase tudo) o que um internacionalista tem basicamente que saber, me apaixonei facilmente por cada ideal, e concordava com coisas totalmente opostas na certeza de que o que valia era o bom argumento de cada teoria.
Me apaixonei por Direitos Humanos (e mantive minha paixão), e tive certeza de que esse é o caminho que queria seguir, até ter a certeza de que queria me estabilizar profissionalmente e ganhar dinheiro antes disso. Foi quando procurei uma empresa em que pudesse encher a boca pra dizer: Eu trabalho LÁ.
Lá tive a certeza que se seu trabalho não te traz satisfação pessoal, não importa quanto dinheiro ou status você ganhe, você será uma pessoa miserável.
Foi nesse ponto que recuperei a certeza de que queria ver o mundo e tive certeza de que queria ser Au Pair, por que tinha certeza que não teria dinheiro pra ser outra coisa fora do país.
Nesse meio tempo as certezas já mudaram tanto, lembro que pouco antes de embarcar tinha certeza de que não queria mais isso, mas sabia que não ia desistir por orgulho. Essa é uma outra qualidade (ou defeito) meu, tenho um orgulho maior do mundo que me machuca cruelmente diante de fracassos.

Algum tempo se passou, e com dois meses aqui todas as certezas que trouxe na mala já foram enviadas de volta.
No lugar tenho deixado paixões seguirem meu destino:
Paixão pela minha nova cidade, que absolutamente me conquista, e por sí só, me faz duvidar se aqui não é o meu lar.
San Francisco é a minha Atlantis, um lugar onde você pode ver o verdadeiro espírito do amor livre, onde encontro pessoas encantadoras, onde me pasmo de tanta beleza numa simples caminhada.
Paixão pela minha nova família (que é também meu trabalho), que como toda família, assim como todo trabalho, às vezes enche o saco.
Me apaixono pelas minhas novas amizades, que compartilham com uma intensidade única sentimentos e fatos tão simples e cotidianos como a felicidade de falar sua língua no meio da rua.
Me sinto apaixonada pela minha liberdade, pela minha responsabilidade, pela minha capacidade de descoberta, pelos meus desafios e pela minha superação, me apaixono pela minha saudade e pelo meu desapego...

Certeza: Estou apaixonada!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Wyoming

Então galera, vim parar no Wyoming como minha primeira viajem acompanhando minha HM.
Quando ela me falou o destino a primeira vez minha reação interna foi, que buraco é esse, e lá fui eu pro Google.
A impressão continuou a mesma quando lí que este era o segundo estado menos povoado dos Estados Unidos, só perdendo pro Alaska, falei, pronto, me lasquei.

Cheguei no aeroporto com uma vista de arrasar, tudo bem que estava arrasada depois de 6 horas de voô com os babies (primeira viagem de avião deles). Foi super estressante minha menina no meu colo chorando, eu morrendo de sono e sem poder dormir, ler, nada. Fora que definitivamente, voar pela United definitivamente é o caos na terra. Que saudade que eu tenho das companhias aéreas brasileiras.

Mas tá, cheguei lá estavam no aeroporto esperando por nós a mãe da minha hosta e o namorado dela, tenho que falar, eles foram a melhor parte da viagem. Eu estou totalmente apaixonada pela minha Host Grandma, ela é muito fofa, carinhosa, super preocupada com meu bem-estar e em me ajudar, o namorado dela de começo não falava muito, mas depois, nossa, sem palavras para expressar o quanto gostei dos dois.
Passei uma semana, ficamos em um hotel dentro de uma reserva ambiental, o Grand Tenton, que tem montanhas lindíssimas e uma vista de tirar o fôlego. Fiquei super feliz de ver floresta de pinheiro, tudo colorido, de subir de bonde até o pico da montanha, ver alce, buffalo, esquilo.
Comprar foi um negócio complicado, acabei voltando só com um ursinho, que no fim das contas acabou sendo presente da fofa da HG, tudo lá era um absurso de caro e de feio. Minha única conta no fim de tudo foi $20 dólares em sorvete que fiz questão de pagar pra todos.

Os dias foram fantásticos, mas a verdade é que não via mais a hora de voltar pra casa, pois estava dividindo quarto com minha hosta e os babies, então mesmo em folga trabalhei o tempo todo, não tinha internet por perto, e, honestamento, toda aquela paz, calma e beleza natural já estava me dando nos nervos. Aproveitei sim!, e muuuito, mas uma das coisas que me fez ficar mal por exemplo foi o fato de estar em um encontro que de certa forma é da minha áres, apesar de não ser do meu domínio, e tenho que dizer como Au pair. Não tenho vergonha de dizer que fiquei com vergonha, porque eu queria estar lá aproveitando encontro, vendo palestras, conheçendo gente, mas não me senti bem em fazer isso quando todos em volta sabiam que estava ali para cuidar dos filhos de alguém. Sim, é idiota!, mas eu já sabia que essa arrogância besta ia me acompanhar aqui.
A outra razão por estar tão anciosa por voltar é que conheci um cara em SF (e não quero falar muito, porque só sei que nada sei), mas como tudo nessa vida de exterior é intensa, senti uma saudade bruta dele.

E foi assim minha primeira experiência outside San Francisco.
Na volta os babies foram super tranquilos no avião, só dormindo e sorrindo, mas estava exausta, e meio chateadinha por ter perdido um date com o cara ai de cima, que seria duas horas antes do meu voô chegar, mas ao menos fui recompensada por um "Welcome Back" assim que liguei o celular :D

Já tenho uma nova viagem marcada pra novembro, um evento de trabalho da Hosta, dessa vez sem vovó fofa, mas lá em Washington: Uhu!!!! E dessa vez vou passar meu dia OFF beeemm longe de família.

E alguém já contou que eu vou pras Bahamas em dezembro, pois é, EU VOU!!! E tiro nem que seja um dia pra aproveitar!!!

Depois de amanhã tô indo pra Bayglow, o que é um saco, porque queria ficar em SF, e não é nem pelo cara, já que ele estáa fora da cidade, mas é que não aguento mais ficar sem internet, telefone, ver gente, ouvir barulho (que não seja choro de bebê), mas pelo menos tenho a jacuzzi ;p

Então é isso,
Quem gostou, gostou, quem não gostou deve estar na TPM que nem eu.

Beijooo!
May*

P.S.: O novo computador chegou e me custou $100 que não disseram que ia ter que pagar. Absolutamente frustrante, mas tô tão feliz que isso está me abalando muito pouco.

sábado, 17 de setembro de 2011

Pego mas não me apego

Meu sonho é um dia essa frase se tornar real na minha vida.
Porque eu sou uma negação no quesito ser piriguete. Tenho umas amigas que vão discordar, e não tiro a razão delas de jeito nenhum, mas só eu sei o que esse coraçãozinho malandro sofre quando tá pensando com seus botões sobre quem foi, quem virá ou se voltará.

E antes que perguntem o post não é sem nexo não, é que não tô afim de comentar sobre o(s) protagonista(s) da história então vou generalizar.
Mas é o seguinte, jogue a primeira pedra a Au Pair ou turista, comprometida ou solteira, que mesmo jurando de pé junto que não ia se envolver com ninguém não parou ao menos pra dar uma estudada na situação.
Muitas pessoas me falam: -Que nada, você vai arrumar um americano por ai e ficar. Sempre achei a opção inviável, porque eu definitivamente não vim pra cá atrás de green card, mas e se acontecer... e se eu me apaixono.

Não! Não aconteceu gente! Mas só ando pensando, ficar aqui um ano sem se envolver com ninguém: Na boa, impossivel não é, mas vai deixar a vida bem mais chata, por outro lado se envolver e correr o risco de gerar toda uma confusão de sentimentos...

Vou te contar viu. É complicada essa vida de Au Pair!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

With a Little Help of my Friends

Sempre tive medo da solidão...

Acho que eu e todo mundo! Amo o Renato Russo, e quando escutava ele cantando "O mal do século é a solidão" pensava: -Esse cara é um gênio!
Eu sou uma pessoa meio de lua, há não muito tempo atrás era muito, mas muito tímida mesmo, sempre fui a garota feinha (dente torto, altona, cabelo sarará), então tentava apelar pra papos inteligentes, mas o problema é que não me acho lá esse Einstein.
No anexo da faculdade (leia-se botecos) fiz uma disciplina extra sobre como fazer novos amigos e melhorei meu desempenho, mas ainda assim, tenho muita dificuldade em me abrir e me comunicar com os outros. Dou muito valor nesse povo cativante, que faz amizade fácil com todo mundo, amo gente assim e tento copiar, mas sei que não sou um sucesso garantido por onde passo. Na terra do nunca (Brasil) não sou uma pessoa solitária, tenho meus grupos de amigos (poucos, mas ótimos).
Não parei muito pra pensar sobre fazer amizades quando fiz minha inscrição no programa, mas depois, quando estava perto de embarcar começou uma aflição.

Porque você largar seu país não é apenas largar seu país, sua comida, seu cachorro, sua língua, é largar tudo e todos que você conheçe (porque honestamente, se você não largar, terá um ano infernal). Você chega aqui começando do zero, tem que conquistar sua família, suas crianças, os amigos da família, a vizinhança, e principalmente, tem que conquistar amigos. E de todos os desafios que tenho vivido aqui, posso dizer com certeza que essa tem sido minha maior dificuldade, e o que me demanda maior esforço.

Por que aqui você tem uma língua diferente, as pessoas não entende suas piadas nem você as delas, são culturas conflitantes, aqui a sua nova amiga(o) não vai saber detalhes da sua infância, ou os seus gostos, e você terá receio de contar, exatamente por ela ser uma nova amiga(o).

Uma dica que posso dar é, seja simpática! Mesmo que você não esteja on the mood, sorria e dê bom dia para todos desde a escola de treinamento, desde antes do embarque. Procure por pessoas que vão morar perto de você, procure afinidades com essas pessoas, estabeleça uma relação, porque ficar só aqui é complicado. E como diz a autora do meu blog favorito: Antes só do que mal acompanhada aqui é um ditado que não funciona, aqui você tem que aprender a se esforçar em aceitar o outro, em muitas vezes fazer coisas que você não gosta, ou deixar de fazer coisas que você gosta para manter uma pessoa. Não é deixar de ser você em prol do outro, mas criar um equilíbrio para evitar a solidão.

Quando chegar, procure as Au Pairs da vizinhança, algumas nem respondem, algumas te respondem mas não te dão a menor bola na vida real, de toda forma, há grandes chances de você conheçer ao menos uma pessoa que queira tomar um café, ver um filme e saber de gente.

Procure se relacionar com brasileiros. Antes de vir, falava que ia passar um ano sem ouvir português, queira imergir no inglês pra aprender mais rápido, mas hoje sei o valor de ouvir português, e falar que tá com saudade de casa pra gente que sabe o que a palavra saudade significa, que conversa mais alto, que dança com ritmo, que gosta de ser a última a sair da balada, que mesmo não gostando das mesmas músicas que você vai conheçer suas músicas preferidas e (consequentemente) ter mais afinidades. Não estou dizendo para se limitar a amizades brasileiras, longe de mim, só eu sei o esforço que estou fazendo para conheçer gente de vários lugares, e quem me conheçe sabe que isso é um grande objetivo pra mim. É que ter amigos brasileiros não é só mais cômodo, é mais natural também, então não reprimam esse povo moreno, cheiroso e gostoso se forem boas companhias.

Depois que você começa a sair com alguém tudo fica mais fácil, porque uma pessoa leva a outra e logo você vai fazendo uma rede de amigos e definindo aqueles que tem um perfil mais parecido com o seu, mas é também mais difícil, porque manter novos amigos, ou o interesse nessas pessoas é complicado, e no fim vai ficando pouca gente, e por mais que essa pessoa goste de você também, ela não estará sempre disponível como era com sua melhor amiga no Brasil, e às vezes não terá saco para escutar suas chatices de saudades de casa ou dificuldades com a host family.

É nessas horas, como em muitas outras que a saudade dos seus amigos vai apertar, às vezes pra mim chega a ser maior que a saudade da família, porque tenho pra mim que amigos são a família que a gente escolhe, e minhas amigas são pau pra toda obra, nosso límite de tolerância umas com as outras só não é maior que nosso amor. Essa saudade vai apertar quando esses amigos disserem que sentem sua falta, e vai ser devastador quando você ver que eles estão vivendo suas vidas e respirando sem você por perto.

Algumas pessoas sempre foram fundamentais na minha vida, e não preciso citá-las porque elas sabem quem são, sempre me julguei essencial na vida de outras pessoas também, e pra mim saber que essas pessoas estão resolvendo seus problemas sem mim, ou tendo outras pessoas como ombro amigo dói e me faz feliz simultaneamente.

As coisas mais dificeis pra mim são achar pessoas que também gostem de vida noturna morando perto de mim; querer um colo e não poder pedir pra ninguém; querer receber visitas ou simplesmente ir pra casa de alguém pra andar um pouco e não ter onde ir, pois visitar ou receber alguém aqui significa todo um procedimento de educação que não fico com saco de fazer nesses momentos. Nessas horas tento me lembrar que no Brasil também tinha esses mesmos surtos de solidão (era mais raro, mas acontecia), porém nunca morri por isso.

No mais o conselho final contradiz o resto do texto, mas sem dúvida o direciona: Seja você, apenas aproveite seus momentos aqui e tente ser feliz, porque felicidade atrai felicidade, bom humor, positividade. Pessoas boas atraem pessoas boas, e acho que devo ser uma pessoa ótima, porque apesar de não poder dizer que tenho AMIGOS aqui ainda, no sentido literal da palavra, tenho amigos, pessoas com quem gosto de dividir meu tempo, me divertir e compartilhar minha experiência aqui. Espero de verdade que isso evolua logo e que possa encontrar meus pares perfeitos o quanto antes, que pra mim significa: Pessoas animadas, que gostem de bebida, sushi e momentos cult (tudo junto e misturado).

Às vezes tenho pequenas crises de achar que ainda não fiz nenhum amigo aqui, e que todo mundo que conheço tem alguém mais closer, que eu sou uma intrusa na turma, mas sei que na verdade não é assim, que isso é só a minha insegurança de nascença. Sei que pouco a pouco estou conquistando pessoas, da mesma forma que as pessoas tem me conquistado, e hoje mais que esperança, tenho a serenidade de saber que vou sair daqui com boas histórias compartilhadas pra compartilhar.

Afinal, ninguém é uma ilha!

Beijos,
May.

P.S.: Queria dedicar esse post a Jaque, que sempre tá de olho no blog. Hoje vou falar de algo que mesmo sendo fofoca da minha vida acho que
vai te ajudar aqui. ;)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bayglow

Tenho um zilhão de coisas mais importantes pra falar, mas quero falar apenas da minha semana

Minha hosta divide uma casa de praia com dois amigos aqui na Califórnia, Bayglow é o nome da casa, e é um lugar absolutamente LINDO! Mas praia aqui não é como a nossa praia, cair na água, ver gente bonita de biquini e tomar cerveja. Essa é mais no estilo daquelas que a gente vê em filme cult, onde escritores vão para se refugiar

Ou seja, é lindo! Mas não tem nada pra fazer, porque nem celular pega, e a cidade mais próxima é a 15 minutos de carro. Fomos passar o feriado do Labor Day, e pra aumentar o tédio meu computador para de carregar um dia antes da gente ir viajar, não ficava assistindo TV pra não acordar os babies e não incomodar, cair na água nem em sonho! Então só ficava no meu livrinho e comendo mesmo.

Apesar dos pesares estava tudo indo bem, até que ela surgiu: A maldita TPM.
Junta lugar lindo + nada o que fazer + TPM = Crise Existencial

E foi assim que pensei e repensei mil coisas sobre estar aqui, e pela primeira vez chorei, não por saudades, mas por me tocar de coisas tão simples, como o fato de que tudo o que estou vivendo ser Graças a minha mãe, tanto financeiramente, quanto pelo apoio e por toda a criação que ela me deu, por todas as orações que ela faz por mim, que sem dúvidas fazem toda a diferença e devem ser a causa de tanta coisa boa acontecendo comigo.

Foi assim que chorei quando lí as reportagens sobre a Marcha contra a Corrupção e me causou uma dor enorme não estar em Brasília pra participar, e uma alegria enorme de ter tanta gente se preocupando em ter um país mais digno.

E foi assim que senti falta dos amigos, e vontade de tê-los por perto, de compartilhar as experiências que estou tendo e de expressar cada mínimo detalhe do que estou aprendendo para qualquer um que se interesse em saber..
Foi assim que me senti feliz e triste, e os dois ao mesmo tempo várias vezes ao dia, e chorava ao ver a vista linda que tinha ao acordar e o por do sol lindo que estava a minha frente, mas que só me fazia lembrar o quanto o céu de Brasília é fantástico!

Foi quando me surpreendi como tem dado certo deixar o destino fazer seu trabalho, e apenas encarar os desafios que ele me propõe.
Foi bom ouvir minhas músicas favoritas, e dormir bastante, e chorar com um livro, e rir com um filme. Foi bom sentir! Sentir que aqui tudo faz mais sentido e é mais sensível.

Foi bom sentir falta, sentir o vento e o cheiro de mar com árvore e flor. Foi bom sentir medo de não querer voltar, e sentir medo de voltar e não saber o que quero.
E como isso está ficando muito poético quero contar sobre a cidade:

Não tem nada, só ciclista, a galera vai lá pra pedalar, andar de caiaque e comer ostra, mas por sorte tinha uma "big fest" na cidade mais próxima, era uma dessas festas de aniversário da cidade, com Parada, bem típico, pra eles acho que super normal, pra mim comédia ao extremo ver um cara desfilando com sua Lhama, ou um guardinha vestido de urso. Adorei ver as meninas em seus uniformes de líderes de torcida e os meninos com as roupas de futebol americano, me senti tão nos USA.

Mas sem dúvida o melhor foi conheçer pessoas, a comunidade é um ovo, e sempre tem essa galera meio hippie, daí conheçi a fofa dessa mulher com quem queria ter tirado uma foto, a Donna, ela parecia ter saido do "That's 70 show", e do nada olha pra mim e diz: -Uau! You're beautiful! Gente, não é só porque ela disse isso, juro, mas pensa numa muher legal! Quero ser que nem ela quando crescer. Ela ficava dizendo que ama o Brasil, e me apresentou uma amiga que falava português e ficou conversando comigo, super legal também, ela ficava dançando e falando que o Brasil é o lugar mais perfeito do mundo e que em fevereiro ninguém anda, todo mundo samba nas ruas (eu concordo). Depois descobri que ela e o marido escreveram juntos um livro sobre como manter o sexo quente depois de muito tempo casado. kkkkk. Rachei com essa mulher, figurassa.

Foi nesse meio tempo que descobri o tanto que minha HM é bem relacionada, fomos visitar uns amigos dela, passar a tarde com eles, e putz! A casa era numa vinícola, uma puta casa com quadra de tenis, piscina e o escambal... Lindo!!! A outra amiga, uma ex-modelo e cantora. Eu não consigo não ficar impressionada com essas coisas, pelo menos os primeiros minutos :D
Uma amiga dela ficou com a gente os primeiros dias, artista plástica, super bacana: Veva, ela já foi dona de um restaurante que dizem elas era super famoso, e devia ser mesmo, por que ela cozinhava maravilhas pra gente, e depois iamos curtir a jacuzi. kkkk
Tá, a casa nem era tão tediosa assim. Rs

Mas é isso gente, deixo agora umas fotos sobre essa vida horrível










Beijus!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Postagem de Aniversário


Gentee,
Um mês de USA e parece que foi ontem que cheguei, ao mesmo tempo me sinto super em casa aqui, estranho isso né não?
Honestamente, tudo aqui está superando demais minhas expectativas, e posso contar um segredo, até hoje não chorei (não sei se é bom ou mal sinal).
Não quero fazer um post super longo, porque é mais pra mim mesmo, saber como estou evoluindo e se estou descobrindo o que quero fazer da vida, parece que a cada dia ando mais perdida.
A verdade é que tô bem acomodada aqui, vivo de facebook só caçando guria pra beber, mas sei bem que a vida não é isso e que se ficar nessa meu ano voa e nem vejo.
Daí resolvi que vou frequentar o College amanhã já. Ia só semana que vem.

Tinha combinado um passeio pra Santa Cruz com uma menina do face, mas furou, agora acho que vou parar de adiar o passeio de turista e fazer by myself, já que estou FDS OFF.

Domingo tenho meu primeiro meeting das Au Pairs, e espero que tenha muita guria interessada em fazer amizade, porque ampliar meu leque de relações é meu maior desejo aqui.
Quero conhecer gente de toda nacionalidade e coletar opiniões e experiências de gente de cada pedacinho desse mundo.

Uma coisa é certa, escolher a família é muito importante, tô apaixonada pelos meu babies (fato!) Hoje minha menina rolou sozinha pela primeira vez e eu fiz tanta festa que teve uma hora que pareceu que a filha era minha. Me descobri apaixonada pelo meu menino também, ele é mais difícil, mas me conquistou.

Meu trabalho também não é muito difícil, especialmente se lembro que no meu trabalho na SUPER EMPRESA FODA ai no Brasil eu ganhava a mesma coisa pra trabalhar 12 horas por dia fora as 3 a mais que passava no trânsito.

De presente de um mês chegou finalmente meu Iphone (mentira, nem foi presente, a empresa que enrolou pra entregar mesmo), tô até com medo do quão mais viciada em net posso me tornar.

O carinha da balada continua atrás, mensagens diárias. Ohhh, se ele fosse mais alto! Mas tá valendo, pelo menos pra amigo, pois já ví que ele gosta de balada tanto quanto eu e tem altos contatos, até me convidou pra uma festa da fraternidade que opaaa, vai sair post depois. Adorei! Me senti muito em filme americano.

Nesse um mês:
. Me apeguei a francesa (minha nova best);
. Descobri que Deus me ama muito, e cuida das minhas loucuras (porque só Ele mesmo pra por essa família perfeita na minha mão de primeira);
. Quase não falei com minha família (Essa diferença de horário é tensa), e eu sou largada tb;
. Já comi 4 pacotões de Pringles (kkkkk) Não tô obesa, mas se continuar comprando essas besteiras vou ficar logo, logo;
. Quase não comprei roupa e essas paradas (mas pretendo essa semana);
. Já fui no Samba (éee, rolou pagodão no parque);
. Já curti balada;
. Já perdi dinheiro;

. Já beijei na boca (se é que pode chamar assim, cadê a língua desse povo mesmo hein)


Mas preciso fazer:
. Descobrir uma forma barata de enviar coisas pra casa (tudo que vejo quero que meus sobrinhos tenham);
. Capoeira, descobri um curso grátis pra brasileiro, vamos ver se rola.
. Mais amizades;
. Estudar mais o inglês;
. Turismo por SF;
. Definir os lugares que quero conheçer esse ano;
. Ficar menos tempo no computador, ou usar esse tempo
de forma mais produtiva.

É isso, final de semana vou comprar umas cervejas e ficar lendo no jardim. Espero que apareça mais coisa porque já tô me sentindo nerd em casa direto. Me chamarm pra um forró aqui. kkkk. Não vou em forró nem no Brasil, mas quem sabe né. Ver no que dá.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Money, money, money, money


Se tem uma coisa que influencia essa vida de Au Pair essa coisa é dinheiro.
Não estou aqui a muito tempo, mas algumas coisas são fáceis de se constatar, como:
-É muito fácil e barato comprar aqui, portanto se você não tiver controle acaba gastando o que tem e o que não tem.
-Se sua família segue as regras do Programa você só vai gastar mesmo com supérfulos.

Quando cheguei estava até com uma quantia razoável em dinheiro, pois não tinha comprado minha câmera em Nova York como queria, então estava bem tranquila, e não tive que comprar muita coisa, só umas bobagens na farmácia, acontece que meu computador deu paw e tive que comprar outro, daí fiquei lisa por duas semanas.
Nesse meio tempo abri minha conta no banco, que é sobre o que realmente quero falar nesse post.
Meu bairro é bem localizado, portanto tenho aqui quase a porta 4 grandes bancos a minha disposição, o que acabou gerando uma dúvida enorme sobre o que escolher. Mas pior que a dúvida era lembrar de banco no Brasil. Ai na terrinha uso o BB, e em geral não tenho muito o que reclamar não, mas a verdade é que em todo banco ai temos que pagar taxas bem elevadas, e quando pensava nessas taxas em dólar, putz, um frio me subia a espinha.
Fiquei em dúvida sobre os seguintes bancos:
-Bank of America
-Citibank;
-Chase;
-Walls Fargo.

Todos são grandes bancos, e os 3 primeiros já tinha ouvido falar ou visto, mas o Walls Fargo tinha a vantagem de ser o banco da minha hosta. Quase optei pelo Citibank, por saber que tinha em Brasília, o que na minha cabeça significava que ia pagar menos pra enviar dinheiro pro Brasil.
Recomendo que escolham um grande banco, pois assim não terão dificuldade quando viajar, ou se (Deus nos livre) vier o rematch.
Não vou dizer que passei dias pesquisando o assunto não, há um tempo atrás tinha lido um blog de uma menina que contava a experiência dela com dinheiro aqui, e gostei muito. Ela dizia que toda semana guardava $100 e gastava $100, tinha semana que não gastava isso tudo, então econonomizava, e que o banco dela enviava todo o troco (moedinhas) pra poupança quando ela comprava com o cartão, eu comprei a idéia e decidi fazer a mesma coisa quando chegasse aqui.
Até essa semana estava complicado, por causa do lance do computador, mas até que sou controlada e sei que essa semana consigo começar.

Enfim, o negócio das moedinhas influênciou totalmente a escolha do meu banco. Acabei optando pelo Bank of America, que é o único que disponibiliza esse serviço.


As vantagens que ví além disso é que não vou pagar tarifas bancárias, gente isso me deixa tão feliz. Claro que o banco ganha aqui, tenho certeza disso, mas eles não parecem explorar o cliente, pois ao que aparenta, para eles é mais importante que o Banco tenha muitos clientes para administrar o dinheiro do que captar pequenas quantias de cada correntista. Uma das razões é esse espírito consumista extremado daqui, eles facilitam ao máximo seu poder de compra. Todo lugar passa cartão, e é super fácil você abrir conta em banco, eles são realmente o país do consumismo, mas montaram toda uma estrutura para que comprar fosse algo atrativo e quase natural, por exemplo, você tem caixas eletrônicos (ATM) em toda rua, as lojinhas de esquina tem ATM, o que facilita demais na hora de sacar, mas mesmo assim, você pagar as coisas em dinheiro aqui chega a ser motivo de estranheza para alguns comerciantes, aqui se usa cartão até pra comprar cookies.

Minha experiência diz respeito ao Bank of America, vou dar agora as diretrizes para quem quer abrir uma conta lá, mas acredito que os outros não sejam muito diferentes:

-Documentos:
Você só vai precisar do passaporte, na verdade, eles requerem o seguro social, mas é só falar que não tem ainda e eles abrem a conta e você pode levar depois sem problemas, pra facilitar leve também seu DS 160, e um cartão no seu banco no Brasil (se tiver) que em menos de meia hora sua conta estará aberta e ativa.

-Opções de conta:
Queria uma conta onde não tivesse que pagar tarifa nenhuma, e sim, isso é possível! Claro que eles não oferecem dessa forma, mas basta você dizer que não quer pagar tarifa nenhuma, que o atendente vai te dar uma opção de conta onde você paga $8,95 ao mês. A manha é que se vocÇe desabilitar receber contas por via postal (papel), e não usar o caixa tradicional você não paga nada, e sua conta não cobra tarifa nenhuma. E pra falar a verdade, você não vai precisar usar atendente, porque o ATM é muito fácil de usar, e pelo menos o do Bank of America tem a opção de ver as coisas em português, o que facilita ainda mais, e pra visualizar suas contas você pode usar a internet ou receber tudo no seu e-mail.
Mas tomem cuidado, pq alguns ATM funcionam como os caixas 24hras do Brasil, e cobram uns $2 quando você usa, opte sempre por usar cartão na hora de pagar, ou se for sacar prefira os ATM (caixas eletrônicos) do seu banco, que aqui em SF pelo menos tem de todos esses bancos em todo lugar.

-Conta Poupança:
Você pode abrir ao mesmo tempo e transferir o dinheiro extra e o troco pra essa conta, super fácil de administrar, e recomendo muito que façam!

-Observação:
Assim que você faz a conta tem que fazer um deposito inicial de $25, sempre deixe ao menos isso na sua conta, pois caso contrário ela será encerrada automaticamente.



Uma coisa fundamental para mim foi não pegar cartão de crédito, porque não quero sair do controle e acho importante juntar algum dinheiro. O cartão de crédito faz falta em algumas transações como compras pela internet, fazer reserva de hotel, ou quando você está sem grana. Especialmente para transações online é mais seguro. Mas sei que se usar o crédito mais hora, menos hora vou me descontrolar. Então cheque e crédito nem pensar, até porque vamos combinar, gastar $100 por semana aqui só com besteira é o suficiente. Afinal, por mais que desejemos salário de Au Pair não é pra viver comprando Louis Vitton ou Victória's Secret, e mesmo assim dá pra muuuita coisa.

Pra finalizar queria deixar essa comparação curiosa:
Banco aqui não tem fila, não tem burocracia e tem em todo lugar.
Meu banco queria me cobrar R$25 pra fazer um cartão de crédito customizado, com foto, essas besteiras, o meu com foto e plano de fundo saiu de graça, fora as mil opções de plano de fundo de cheque (tem até da hello kit).
O atendimento é eficiente e de qualidade, e se preocupam muito, em você, como turista, entender tudo o que dizem, são super simpáticos, e fazem o possível para agradar;
Eles fazem de tudo para conquistar e MANTER o cliente.
Nesse quesito, (por enquanto) USA 1000 x 0 Brasil.

Espero que o post ajude.

Beijos,
May.