quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Depois da Tempestade sempre vem a calmaria...

Desculpa ter passado um tempo sem escrever gente, mas depois do que rolou no post anterior e de dois dias super mal decidi mudar o roteiro e não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito!!!
Porque a felicidade não é apenas um estado de espírito, mas também uma escolha, e decidi me dar essa chance, pois afinal, esse ano está voando, e ficar de mimimi chorando pelos cantos não é o que quero levar de lembrança quando as cortinas descerem. Agora estou trabalhando pra manter minha alegria e bom humor todo dia.

"É melhor ser alegre que ser triste, alegria é melhor coisa que existe, alegria faz bem ao coração!" (Minha hosta ama essa música)

Agora parando com a filosofia de buteco (porque aqui nem tem buteco mesmo), fiquei o sábado todo bem mal, mas ai no domingo acordei e decidi que ficar em casa chorando não era a solução.

Fui então pra Fleet Week, uma mostra militar que acontece aqui anualmente e tem apresentação dos Blue Angels (quem assistiu Top Gun sabe o que é), tem navios de guerra, porta-aviões, palestras das forças armadas, e mais um monte de atraçoes. A apresentação mesmo foi decepcionante porque acabou rapidinho (prefiro a esquadrilha da fumaça), mas andar na cidade num dia de sol, vendo a baía e esses prédios lindos, cheio de gente sorridente na rua, de marinheiros lindos nos uniformes azuis da rua (ops :p). Nossa, como isso fez meu humor voltar!
Fui pra lá com a francesa, a gente rodou SF o dia todo, tiramos toneladas de fotos, comemos sorvete, falamos besteira, falamos coisas sérias, e o mais legal: Assistimos o show "Dos Bigodes", The Mustache Band! Virei fã #1, os caras usam uns bigodões e se vestem tipo o Village People, e tocam de tudo, sem contar que o show foi em frente ao Hard Rock da Fisherman's Wharf, que é um dos lugares mais legais de se andar aqui em San Francisco. Ai eles distribuíam uns bigodes falsos, quando chegou na metade do show tinha uma galera de bigode, muito engraçado.


Queria acrescentar que encontrei lá a Lú, minha prima e assídua leitora do blog, mas ela pode ficar chateada com a comparação, então vou só dizer que Foquinha, toda vez que vejo foca lembro de você. kkkkk
Te amo!!! S2
A Fleet Week foi na Embarcadero, uma avenida linda de frente pro "mar" que tem vários piers, o Pier 39 é um dos mais legais, com lojas lindas, tudo bem colorido, bem turístico, lá tem esse lugar onde as focas vão descansar, fica cheio delas e é muito legal de ver (os primeiros 5 minutos).

Fui pra casa e mal cheguei recebi mensagem do cara que tô saindo, me chamando pra jantar, fui e nossa! Ele foi super fofo, perguntando se estava tudo bem comigo, por que eu tava triste, todo preocupado. Eu expliquei que estava com saudades da minha família e me sentia frustrada porque meu inglês não estava bom ainda, e não aguentava mais falar de fralda, tinha saudade de um trabalho mais substancial, daí ele me jogou essa: -Mas May, você só está aqui há 2 meses e é muito determinada, o seu inglês está cada dia melhor. Eu sinto que você é uma menina muito inteligente, e às vezes, por causa da sua dificuldade com o inglês não consegue expressar isso, mas dá pra sentir que você é muito inteligente (ô vontade de apertar!), daí ficamos até tarde falando das nossas vidas, eu falando do meu sonho de trabalhar com DH ou ser diplomata.
Enfim... Domingo perfeito!!! E olha que eu estava desempolgando dele (afinal meu prazo de validade pra relacionamento é 1 mês né, teoricamente o nosso venceu), tava achando que estava ficando chato, que faltava papo. Mas estamos ai, e tomara que continuemos! :)

Segundona de manhã, deu-se a merda: Um ladrão roubou todo meu dinheiro e deixou um monte de roupa no lugar! :p
kkkkkkkkkkkkkkkk
Tava muito sem roupa e precisando urgente fazer compras (mão de vaquisse só adiando isso), dai minha hosta se ofereceu pra me levar até o Outlet de Vacaville. Gente, o que é aquilo! :O Lol!
Mais de 200 lojas, incluíndo: Gucci, Calvin Klein e todas essas marcas que fazem qualquer mulher liberar a perua dentro de sí! Não comprei meu Gucci (Ainda), mas gastei $100 numa loja por:
. 2 Calças (De $50 por $20 cada);
. 2 Shorts (De $20 por $5 cada);
. 4 Blusas (De $30 por $10 cada)e
. 1 Bolsa (De $50 por $12)
Detalhe que ainda ganhei um vale compra de $20 de volta! :)
#tábaratopracaramba

Loja da Converse:
. Dois All Star (um roxo e um preto) por $50. Ainda terei um de cada cor!!!

Queria comprar mais um mundo de coisa lá, pena que não deu tempo, pois estávamos com os babies. O tempo voa quando a gente se diverte! Mas vou lá de novo, Ah se vou!
O problema é que agora que aprendi a comprar não quero mais parar. Tô semlimites.com

Durante a semana aqui em SF continuei com a comprança. Incluindo minha bota finalmente! :)
E com a farriçe também, na quarta fui no cinema com a francesa e uma brazuca bacana que conheci e depois fomos pro piano bar, na quinta saí com o gatinho e pegamos uma balada de leve e na sexta decidi de última hora pegar uma balada, nada de leve, com as meninas, e genteee, como tinha homem lindo naquele lugar, como eu me diverti, como eu dancei, como eu rí.
Fica a dica: Se vier pra San Francisco, vá ao The Parlor! Fiquei puta que tive que pagar $20 pra entrar porque cheguei 2 minutos depois do horário, mas poxa!!! Como valeu a pena, curti muito, e me senti a Miss Brasil, altos caras LINDOS me querendo.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
Fato do dia: Se você dá pro gasto no Brasil, você será Gorgeous nos EUA!!!

Mas fiquei só na paquera mesmo porque estou feliz com quem está ao meu lado! :)
(Olha que meiga), mas se o indiano gato maravilhoso de quase 2 metros tivesse insistido aií seria outra história (Rs, zuei, mas pensa num indiano lindooo).

Falando em indiano, Graças a Deus o mexicano saiu do meu pé, acho que ele entendeu que só fui simpática, não tava dando moral pra ele.
Fato do dia #2: Nos Sazunidos dar telefone = namoro, os caras ficam muito no seu pé.

E assim termino meu longo post que só faz fofoca da minha vida e não tem nada de útil pra se aproveitar, mas é que quero guardar essa semana na memória (do computador, já que a minha não guarda nada), pra poder ver que saudade, insegurança, medo e frustração são obstáculos fáceis de superar quando se tem um pensamento positivo e disposição pra ser feliz!

Fiquem agora com fotinhas da semana linda:

Piano Bar! Super legal lá, a galera não fica
sentada assim não, é super divertido porque
é um desafio de pianistas e eles tocam de tudo!

Matrix, nem tava tão bom, mas depois
fizemos tour de bares na Marina, Show!

Gente, esse cara é lindo!
Alguém pede pra ele casar comigo.

Loja da Disney!

Minhas compras na Loja da Disney :D

P.S.: Comi no Restaurante brasileiro! Quem diria que sentiria saudade de arroz e feijão neh, chega deu vontade de chorar quando provei, tão bom!

P.S2: Preparativos pro aniversário estão a todo vapor (vapor de chaleira com 2 dedos de água), rs, mas vou fazer alguma coisa sim, e espero que seja algo da qual possa me lembrar com carinho.

Pra todo mundo que me desejou ~~~~~~~ondinhas de amor e boas vibrações~~~~~~~. Obrigada e até a próxima TPM!

domingo, 9 de outubro de 2011

Aquela de feeling bad :(

Dormi a noite passada chorando, e passei boa parte da minha tarde hoje do mesmo jeito.

Não tô querendo ficar de mimimi,
Na verdade hoje até estava legal, daí fui pro skype, e quando conversei com minha sobrinha. Nossa! Já tô chorando de novo só de lembrar.

Vai parecer bobagem, mas olha só que dó, minha irmã me disse que ela ficou contando os dias que eu não entrei na internet, e, caralho! Foram 21 dias! Ela passou um dia inteiro na internet esperando pra ver se eu entrava no Skype.
Tô me sentindo altamente escrota, sei que as últimas duas semanas foram complicadas, trabalhei pacas, mas porra, tô me sentindo muito mal.
Quando minha irmã disse que ela chorou de saudades, Nossa! Isso doeu, isso me faz ter vontade de voltar só pra abraçar ela pedir desculpas e dizer que eu amo ela, pra ela me perdoar por favor.

Até então me senti mal mas não tinha chorado ainda, foi quando caiu minha conexão e só depois de tudo isso notei essa mensagem, de quase 1 semana atrás:
tiiiiiiiiiiia liga pra mim
tia sinto tantas saudades,
me liga

Ai sim! Foi a hora que eu chorei de soluçar sozinha aqui.
Como eu me sinto com isso: Loser Master!
Ia sair hoje, desisti, estou acabada, cara inchada de choro e querendo estar em casa, MINHA CASA.
Estou me sentindo a pessoa mais egoísta e escrota desse mundo por não estar dando atenção pros meus pequenos.
E quer o final fatal: Ela me diz assim: -Não se preocupa não tia, eu sempre falo pra Sophia (minha sobrinha de 2 meses) que você é a melhor tia do mundo, e que quando você voltar ela vai ver.
Aiiiiiiiii, tô com meu coração partido e pisoteado.

Loser, Loser, Loser!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Discutindo a relação

Quando cheguei aqui uma das coisas que combinei com minha host mom foi:
Não levaremos assunto algum à LCC antes de conversarmos: -se você tiver qualquer problema, fale comigo e vice-versa.
Combinamos também fazer meetings mensais para ver como tudo está saindo.
O primeiro foi simplesmente a coisa mais fofa do mundo, fiquei super assustada e acuada, mas a verdade é que não tinha nada para reclamar, fazer o que se dei uma puta sorte. Mas estava com medo de ouvir reclamações, porque tento ao máximo fazer meu trabalho direitinho, e ficaria muito desapontada em não ser reconhecida... Mas não rolou disso não, pelo contrário, parecia até que ela tinha lido o que escrevi, falando de como tinha sorte e que se achava a pessoa mais sortuda, porque eu sou muito carinhosa, responsável, uma ótima companhia (Enfim, tudo o que também acho dela).

Já se passaram umas 2 semanas desde isso tudo, e o que complicou foi que minhas horas deram uma extrapolada, e tô me sentindo bem cansada, eu gosto da minha host family mas não quero passar 24 horas por dia com eles né.
Eu fiquei meio chateadinha com isso, e ponderei durante uma semana sobre a melhor forma de evitar que isso aconteça de novo, fiz o que: pedi hora extra! Isso mesmo, hoje na hora do jantar discutindo a schedule falei morrendo de vergonha que não precisava contar o que já havia passado, mas que se possível eu preferiria que daqui em diante as horas extras fossem pagas em dinheiro.
Se minha hosta gostou, acho que não, mas certeza que deu pra ela sacar o ponto principal, que é: Não me importo de trabalhar mais que as 45 horas semanais se ganhar por isso, mas não quero que isso se torne uma obrigação.
Enfim, tô sentindo que nossa relação tá se desgastando (papo de namoro né, rs) mas é isso, depois de 2 meses aqui tem horas que mesmo querendo ficar em casa não quero papo, só quero meu cantinho e pensar nas minhas coisas ou em nada, deixei claro isso também, falando que às vezes sinto necessidade de ficar no meu quarto só, e que não gostaria que ela achasse que estou com homesickness ou triste, estou só tirando um tempo pra mim.

No fim das contas acho que ela entendeu tudo, e que eu evitei futuros desentendimentos, nada como expressar o que você está sentindo, melhor que isso só ouvir uma resposta que agrade.

Tem gente que vem pra cá pensando em fazer fortuna, na boa, se essa é sua idéia do programa de Au Pair, muda o foco, eu acho que não volto pro Brasil com dinheiro, e não faço questão nenhuma de trabalhar mais que as 45 horas. Aqui eu vou aprendendo cada dia mais a dar valor ao tempo, porque se 1 hora pra algumas equivale a uma nova blusa da Hollister, pra mim 1 hora é ler um livro no parque, assistir um filme, conheçer gente nova, olhar a cidade... Isso eu acho que dura muito mais!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Certezas

Sempre tive certeza de tudo na vida, e ao mesmo tempo nunca fui totalmente focada em nada, acho que por isso o destino resolveu ser meu guia, e eu, por acomodação ou medo (nunca sei) o deixei tomar às rédeas do meu caminho e apenas enfrento o que ele coloca a minha frente, na maioria das vezes gosto das escolhas que o destino faz, apesar de só recentemente ter aprendido a parar de praguejar sobre elas e conseguir ver, ou procurar o lado bom das coisas.

É difícil explicar, sou um constante incostante e me atiro de cabeça em tudo que me apaixona, mas ao mesmo tempo sou cheia dessas inseguranças e incertezas que me fazem reprimir essas paixões.

Foi assim com meu primeiro grande amor, que depois de conquistado descobriu-se menor e menos eterno do que imaginava, mas no qual ainda assim persistí.
Foi assim com o teatro, que talvez por ter sido uma desistência continua a ser minha paixão (mas da qual desistí).
Foi assim com minha profissão, que mais me escolheu do que foi escolhida.
Eu tive um dia a certeza de que queria ver o mundo (acho que desde sempre quis isso), e estudar algo com a palavra INTERNACIONAL me pareceu perfeito.
Amei intensamente aprender tudo (ou quase tudo) o que um internacionalista tem basicamente que saber, me apaixonei facilmente por cada ideal, e concordava com coisas totalmente opostas na certeza de que o que valia era o bom argumento de cada teoria.
Me apaixonei por Direitos Humanos (e mantive minha paixão), e tive certeza de que esse é o caminho que queria seguir, até ter a certeza de que queria me estabilizar profissionalmente e ganhar dinheiro antes disso. Foi quando procurei uma empresa em que pudesse encher a boca pra dizer: Eu trabalho LÁ.
Lá tive a certeza que se seu trabalho não te traz satisfação pessoal, não importa quanto dinheiro ou status você ganhe, você será uma pessoa miserável.
Foi nesse ponto que recuperei a certeza de que queria ver o mundo e tive certeza de que queria ser Au Pair, por que tinha certeza que não teria dinheiro pra ser outra coisa fora do país.
Nesse meio tempo as certezas já mudaram tanto, lembro que pouco antes de embarcar tinha certeza de que não queria mais isso, mas sabia que não ia desistir por orgulho. Essa é uma outra qualidade (ou defeito) meu, tenho um orgulho maior do mundo que me machuca cruelmente diante de fracassos.

Algum tempo se passou, e com dois meses aqui todas as certezas que trouxe na mala já foram enviadas de volta.
No lugar tenho deixado paixões seguirem meu destino:
Paixão pela minha nova cidade, que absolutamente me conquista, e por sí só, me faz duvidar se aqui não é o meu lar.
San Francisco é a minha Atlantis, um lugar onde você pode ver o verdadeiro espírito do amor livre, onde encontro pessoas encantadoras, onde me pasmo de tanta beleza numa simples caminhada.
Paixão pela minha nova família (que é também meu trabalho), que como toda família, assim como todo trabalho, às vezes enche o saco.
Me apaixono pelas minhas novas amizades, que compartilham com uma intensidade única sentimentos e fatos tão simples e cotidianos como a felicidade de falar sua língua no meio da rua.
Me sinto apaixonada pela minha liberdade, pela minha responsabilidade, pela minha capacidade de descoberta, pelos meus desafios e pela minha superação, me apaixono pela minha saudade e pelo meu desapego...

Certeza: Estou apaixonada!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Wyoming

Então galera, vim parar no Wyoming como minha primeira viajem acompanhando minha HM.
Quando ela me falou o destino a primeira vez minha reação interna foi, que buraco é esse, e lá fui eu pro Google.
A impressão continuou a mesma quando lí que este era o segundo estado menos povoado dos Estados Unidos, só perdendo pro Alaska, falei, pronto, me lasquei.

Cheguei no aeroporto com uma vista de arrasar, tudo bem que estava arrasada depois de 6 horas de voô com os babies (primeira viagem de avião deles). Foi super estressante minha menina no meu colo chorando, eu morrendo de sono e sem poder dormir, ler, nada. Fora que definitivamente, voar pela United definitivamente é o caos na terra. Que saudade que eu tenho das companhias aéreas brasileiras.

Mas tá, cheguei lá estavam no aeroporto esperando por nós a mãe da minha hosta e o namorado dela, tenho que falar, eles foram a melhor parte da viagem. Eu estou totalmente apaixonada pela minha Host Grandma, ela é muito fofa, carinhosa, super preocupada com meu bem-estar e em me ajudar, o namorado dela de começo não falava muito, mas depois, nossa, sem palavras para expressar o quanto gostei dos dois.
Passei uma semana, ficamos em um hotel dentro de uma reserva ambiental, o Grand Tenton, que tem montanhas lindíssimas e uma vista de tirar o fôlego. Fiquei super feliz de ver floresta de pinheiro, tudo colorido, de subir de bonde até o pico da montanha, ver alce, buffalo, esquilo.
Comprar foi um negócio complicado, acabei voltando só com um ursinho, que no fim das contas acabou sendo presente da fofa da HG, tudo lá era um absurso de caro e de feio. Minha única conta no fim de tudo foi $20 dólares em sorvete que fiz questão de pagar pra todos.

Os dias foram fantásticos, mas a verdade é que não via mais a hora de voltar pra casa, pois estava dividindo quarto com minha hosta e os babies, então mesmo em folga trabalhei o tempo todo, não tinha internet por perto, e, honestamento, toda aquela paz, calma e beleza natural já estava me dando nos nervos. Aproveitei sim!, e muuuito, mas uma das coisas que me fez ficar mal por exemplo foi o fato de estar em um encontro que de certa forma é da minha áres, apesar de não ser do meu domínio, e tenho que dizer como Au pair. Não tenho vergonha de dizer que fiquei com vergonha, porque eu queria estar lá aproveitando encontro, vendo palestras, conheçendo gente, mas não me senti bem em fazer isso quando todos em volta sabiam que estava ali para cuidar dos filhos de alguém. Sim, é idiota!, mas eu já sabia que essa arrogância besta ia me acompanhar aqui.
A outra razão por estar tão anciosa por voltar é que conheci um cara em SF (e não quero falar muito, porque só sei que nada sei), mas como tudo nessa vida de exterior é intensa, senti uma saudade bruta dele.

E foi assim minha primeira experiência outside San Francisco.
Na volta os babies foram super tranquilos no avião, só dormindo e sorrindo, mas estava exausta, e meio chateadinha por ter perdido um date com o cara ai de cima, que seria duas horas antes do meu voô chegar, mas ao menos fui recompensada por um "Welcome Back" assim que liguei o celular :D

Já tenho uma nova viagem marcada pra novembro, um evento de trabalho da Hosta, dessa vez sem vovó fofa, mas lá em Washington: Uhu!!!! E dessa vez vou passar meu dia OFF beeemm longe de família.

E alguém já contou que eu vou pras Bahamas em dezembro, pois é, EU VOU!!! E tiro nem que seja um dia pra aproveitar!!!

Depois de amanhã tô indo pra Bayglow, o que é um saco, porque queria ficar em SF, e não é nem pelo cara, já que ele estáa fora da cidade, mas é que não aguento mais ficar sem internet, telefone, ver gente, ouvir barulho (que não seja choro de bebê), mas pelo menos tenho a jacuzzi ;p

Então é isso,
Quem gostou, gostou, quem não gostou deve estar na TPM que nem eu.

Beijooo!
May*

P.S.: O novo computador chegou e me custou $100 que não disseram que ia ter que pagar. Absolutamente frustrante, mas tô tão feliz que isso está me abalando muito pouco.

sábado, 17 de setembro de 2011

Pego mas não me apego

Meu sonho é um dia essa frase se tornar real na minha vida.
Porque eu sou uma negação no quesito ser piriguete. Tenho umas amigas que vão discordar, e não tiro a razão delas de jeito nenhum, mas só eu sei o que esse coraçãozinho malandro sofre quando tá pensando com seus botões sobre quem foi, quem virá ou se voltará.

E antes que perguntem o post não é sem nexo não, é que não tô afim de comentar sobre o(s) protagonista(s) da história então vou generalizar.
Mas é o seguinte, jogue a primeira pedra a Au Pair ou turista, comprometida ou solteira, que mesmo jurando de pé junto que não ia se envolver com ninguém não parou ao menos pra dar uma estudada na situação.
Muitas pessoas me falam: -Que nada, você vai arrumar um americano por ai e ficar. Sempre achei a opção inviável, porque eu definitivamente não vim pra cá atrás de green card, mas e se acontecer... e se eu me apaixono.

Não! Não aconteceu gente! Mas só ando pensando, ficar aqui um ano sem se envolver com ninguém: Na boa, impossivel não é, mas vai deixar a vida bem mais chata, por outro lado se envolver e correr o risco de gerar toda uma confusão de sentimentos...

Vou te contar viu. É complicada essa vida de Au Pair!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

With a Little Help of my Friends

Sempre tive medo da solidão...

Acho que eu e todo mundo! Amo o Renato Russo, e quando escutava ele cantando "O mal do século é a solidão" pensava: -Esse cara é um gênio!
Eu sou uma pessoa meio de lua, há não muito tempo atrás era muito, mas muito tímida mesmo, sempre fui a garota feinha (dente torto, altona, cabelo sarará), então tentava apelar pra papos inteligentes, mas o problema é que não me acho lá esse Einstein.
No anexo da faculdade (leia-se botecos) fiz uma disciplina extra sobre como fazer novos amigos e melhorei meu desempenho, mas ainda assim, tenho muita dificuldade em me abrir e me comunicar com os outros. Dou muito valor nesse povo cativante, que faz amizade fácil com todo mundo, amo gente assim e tento copiar, mas sei que não sou um sucesso garantido por onde passo. Na terra do nunca (Brasil) não sou uma pessoa solitária, tenho meus grupos de amigos (poucos, mas ótimos).
Não parei muito pra pensar sobre fazer amizades quando fiz minha inscrição no programa, mas depois, quando estava perto de embarcar começou uma aflição.

Porque você largar seu país não é apenas largar seu país, sua comida, seu cachorro, sua língua, é largar tudo e todos que você conheçe (porque honestamente, se você não largar, terá um ano infernal). Você chega aqui começando do zero, tem que conquistar sua família, suas crianças, os amigos da família, a vizinhança, e principalmente, tem que conquistar amigos. E de todos os desafios que tenho vivido aqui, posso dizer com certeza que essa tem sido minha maior dificuldade, e o que me demanda maior esforço.

Por que aqui você tem uma língua diferente, as pessoas não entende suas piadas nem você as delas, são culturas conflitantes, aqui a sua nova amiga(o) não vai saber detalhes da sua infância, ou os seus gostos, e você terá receio de contar, exatamente por ela ser uma nova amiga(o).

Uma dica que posso dar é, seja simpática! Mesmo que você não esteja on the mood, sorria e dê bom dia para todos desde a escola de treinamento, desde antes do embarque. Procure por pessoas que vão morar perto de você, procure afinidades com essas pessoas, estabeleça uma relação, porque ficar só aqui é complicado. E como diz a autora do meu blog favorito: Antes só do que mal acompanhada aqui é um ditado que não funciona, aqui você tem que aprender a se esforçar em aceitar o outro, em muitas vezes fazer coisas que você não gosta, ou deixar de fazer coisas que você gosta para manter uma pessoa. Não é deixar de ser você em prol do outro, mas criar um equilíbrio para evitar a solidão.

Quando chegar, procure as Au Pairs da vizinhança, algumas nem respondem, algumas te respondem mas não te dão a menor bola na vida real, de toda forma, há grandes chances de você conheçer ao menos uma pessoa que queira tomar um café, ver um filme e saber de gente.

Procure se relacionar com brasileiros. Antes de vir, falava que ia passar um ano sem ouvir português, queira imergir no inglês pra aprender mais rápido, mas hoje sei o valor de ouvir português, e falar que tá com saudade de casa pra gente que sabe o que a palavra saudade significa, que conversa mais alto, que dança com ritmo, que gosta de ser a última a sair da balada, que mesmo não gostando das mesmas músicas que você vai conheçer suas músicas preferidas e (consequentemente) ter mais afinidades. Não estou dizendo para se limitar a amizades brasileiras, longe de mim, só eu sei o esforço que estou fazendo para conheçer gente de vários lugares, e quem me conheçe sabe que isso é um grande objetivo pra mim. É que ter amigos brasileiros não é só mais cômodo, é mais natural também, então não reprimam esse povo moreno, cheiroso e gostoso se forem boas companhias.

Depois que você começa a sair com alguém tudo fica mais fácil, porque uma pessoa leva a outra e logo você vai fazendo uma rede de amigos e definindo aqueles que tem um perfil mais parecido com o seu, mas é também mais difícil, porque manter novos amigos, ou o interesse nessas pessoas é complicado, e no fim vai ficando pouca gente, e por mais que essa pessoa goste de você também, ela não estará sempre disponível como era com sua melhor amiga no Brasil, e às vezes não terá saco para escutar suas chatices de saudades de casa ou dificuldades com a host family.

É nessas horas, como em muitas outras que a saudade dos seus amigos vai apertar, às vezes pra mim chega a ser maior que a saudade da família, porque tenho pra mim que amigos são a família que a gente escolhe, e minhas amigas são pau pra toda obra, nosso límite de tolerância umas com as outras só não é maior que nosso amor. Essa saudade vai apertar quando esses amigos disserem que sentem sua falta, e vai ser devastador quando você ver que eles estão vivendo suas vidas e respirando sem você por perto.

Algumas pessoas sempre foram fundamentais na minha vida, e não preciso citá-las porque elas sabem quem são, sempre me julguei essencial na vida de outras pessoas também, e pra mim saber que essas pessoas estão resolvendo seus problemas sem mim, ou tendo outras pessoas como ombro amigo dói e me faz feliz simultaneamente.

As coisas mais dificeis pra mim são achar pessoas que também gostem de vida noturna morando perto de mim; querer um colo e não poder pedir pra ninguém; querer receber visitas ou simplesmente ir pra casa de alguém pra andar um pouco e não ter onde ir, pois visitar ou receber alguém aqui significa todo um procedimento de educação que não fico com saco de fazer nesses momentos. Nessas horas tento me lembrar que no Brasil também tinha esses mesmos surtos de solidão (era mais raro, mas acontecia), porém nunca morri por isso.

No mais o conselho final contradiz o resto do texto, mas sem dúvida o direciona: Seja você, apenas aproveite seus momentos aqui e tente ser feliz, porque felicidade atrai felicidade, bom humor, positividade. Pessoas boas atraem pessoas boas, e acho que devo ser uma pessoa ótima, porque apesar de não poder dizer que tenho AMIGOS aqui ainda, no sentido literal da palavra, tenho amigos, pessoas com quem gosto de dividir meu tempo, me divertir e compartilhar minha experiência aqui. Espero de verdade que isso evolua logo e que possa encontrar meus pares perfeitos o quanto antes, que pra mim significa: Pessoas animadas, que gostem de bebida, sushi e momentos cult (tudo junto e misturado).

Às vezes tenho pequenas crises de achar que ainda não fiz nenhum amigo aqui, e que todo mundo que conheço tem alguém mais closer, que eu sou uma intrusa na turma, mas sei que na verdade não é assim, que isso é só a minha insegurança de nascença. Sei que pouco a pouco estou conquistando pessoas, da mesma forma que as pessoas tem me conquistado, e hoje mais que esperança, tenho a serenidade de saber que vou sair daqui com boas histórias compartilhadas pra compartilhar.

Afinal, ninguém é uma ilha!

Beijos,
May.

P.S.: Queria dedicar esse post a Jaque, que sempre tá de olho no blog. Hoje vou falar de algo que mesmo sendo fofoca da minha vida acho que
vai te ajudar aqui. ;)